domingo, 27 de abril de 2008

..:Virada Cultural:..

Está virando!

A Virada Cultural chega a sua quarta edição com muito mais atrações e novos palcos. Das 18 horas de sábado, dia 26 de abril, às 18 horas de domingo, paulistanos e visitantes terão acesso a atrações culturais de diversas vertentes. Há programas para todos os gostos e todas as idades na grande festa do Centro, nos CEUs, nas unidades do Sesc, além dos museus e da rede estadual de teatros. Os serviços terão seus horários extendidos. O Metrô funcionará por 24 horas ininterruptas e parte do trânsito da região central será desviado, para maior conforto do público circulante. As linhas de ônibus serão circularizadas e a partir das 16h00 do sábado o Bilhete Amigão poderá ser utilizado. A Virada Cultural é uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo, realizada pela Secretaria Municipal de Cultura.




E o País precisa de momentos assim!

E ano que vem estarei lá!

Com certeza!!


Bjo Turma

Boa Semana!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Vôo frustrado

Continuam as buscas pelo padre Adelir. Ele queria voar por 20 horas pendurado em balões de festa. O padre saiu do Paraná neste domingo à tarde, debaixo de chuva, e no início da noite caiu no mar, em Santa Catarina.

O helicóptero do Grupo de Patrulhamento Aéreo da Polícia Militar de Santa Catarina começou cedo o sobrevôo no mar. Um avião reforça as buscas, barcos pesqueiros voluntários e um navio rastreador da Marinha também estão na área de onde o padre fez o último contato.

A busca se concentra em mais ou menos 30 quilômetros da costa. O tempo está um pouco melhor, o vento forte, mas já esperança de encontrar o padre com vida. “Enquanto houver a possibilidade real de encontrá-lo com vida, as buscas vão continuar”, diz Nelson Coelho, do Grupo de Rádio Patrulhamento Aéreo.

Neste domingo de manhã, mesmo com muita chuva, o padre celebrou uma missa antes de voar, pela segunda vez, com balões de festa. “Não é teimosia voar com esta chuva, porque eu ultrapasso. Eu vou voar 10 minutos e eu passo a chuva. Aí eu vou voar sempre com tempo bom”, disse ele.

Às 13h, ainda com o tempo ruim, o padre decolou levado por mil balões coloridos. Ainda no começo da tarde, ele já pedia ajuda. “Eu preciso entrar em contato com o pessoal para que eles me dêem as coordenadas e me ensinem a coordenar este GPS, para que eu possa falar exatamente onde eu estou”, disse o padre.

Pouco antes das 21h, a situação era dramática. Foi a última vez que o padre se comunicou.

Dá pra acreditar que tem gente que faz esse tipo de loucura?
Rs..Tadinho do Padre!
Boa Semana Gente!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Setas


E quem é que nunca se perguntou?


"Qual o melhor caminho pra seguir mesmo??"

sábado, 12 de abril de 2008

sEmPrE

Seja Feliz, sempre

1. Afirme somente se tiver certeza; acredite somente se lhe derem fatos; gaste somente se souber de onde tirar os fundos; coma somente setiver fome; durma somente se tiver sono e, em caso de dúvida, fique nasua e siga seu próprio nariz.

2. Abrace muito, beije mais ainda e ria, já que a vida é de graça.

3. Peça - sempre haverá alguém quem lhe dará o que você está precisando.

4. Despeça-se do que já passou - quem vive de passado é museu.

5. Pare de se preocupar. Suas desgraças nunca serão do tamanho que você pensa. Nem seus êxitos.

6. Perdoe-se por suas burrices e fracassos. Se você não se perdoar,vai ser inútil pedir desculpas ou dizer "sinto muito" a quem quer que seja.

7. Reze para agradecer, nunca para pedir. Você já recebeu mais do que suficiente para crescer e ser feliz.

8. Não perca tempo em discussões inúteis. Ao invés de brigar, cante uma canção do Roberto, tome um banho frio ou vá dar uma volta de bicicleta no parque.

9. Desista de fazer a cabeça dos outros - o que eles pensam de você não é da sua conta.

10. Cuide de si mesmo como se estivesse cuidando do seu melhor amigo.

11. Expresse a sua individualidade. Transe a sua sexualidade. Apóie-se em seus talentos e virtudes. Concentre-se em seus objetivos. Pare defumar, e faça ginástica 3x por semana, no mínimo. Mude algo em si mesmo todos os dias. Abra-se com alguém.

12. Faça alguma coisa que sempre desejou fazer, que pode fazer, mas que tinha vergonha.

13. Cometa erros novos.

14. Simplifique sua vida.

15. Deixe bagunçado.

16. Pare de frescura.

17. Acredite no amor; nada no mundo é mais digno de crédito. AME - não é vexame nenhum.

18. Nunca pense que o amor é uma "água morna" - onde há amor, há respeito pelas diferenças; onde as diferenças são aceitas, existem pontos de vista contrários; e onde existem pontos de vista contrários,há conflitos e desentendimentos.

19. Não se intrometa na vida dos outros, nem julgue as pessoas de jeito nenhum. Deixe-as ser como são e curta o melhor de cada uma.

20. Grandes amizades não se perdem em pequenas disputas. Se se perderem, é porque não eram nem amizades, muito menos grandes.

21. Leia o que está escrito, ouça o que é dito e, se não compreender,pergunte. Não tenha vergonha de perguntar o que não sabe. É assim que seaprende.

SEJA FELIZ!!!
Incrível como alguns textos aparecem no momento certo e da forma mais inesperada..
E por mais que alguns acreditem que não..
QUERO E MTO SER FELIZ DE NOVO!

Bom Findi Galera!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

"Por que os gays são gays?"

Batman ou Robin? Por que é que algumas pessoas se interessam por outras do mesmo sexo?

(Por Eduardo Szklarz)

Bar depois do expediente, cervejinha gelada, papo animado sobre colegas de trabalho. De repente, alguém faz a revelação bombástica: "Sabe o fulano? É gay!" Você provavelmente já participou de uma conversa como essa. Ela acontece todos os dias, nos melhores bares e também nas melhores famílias. Depois do silêncio, a mesa se divide entre os completamente surpresos e os que "sempre tiveram certeza, estava na cara que ele era". Até que alguém finalmente pergunta: "Mas por quê? O que levou fulano a ser diferente da maioria?" E começa a rodada de especulações: "A culpa é da mãe repressora." "Ele foi violentado pelo pai." "Não gostava de futebol." "É genético, desde pequeno tinha trejeitos afeminados." "Só é gay porque está na moda."
Pois as mesas de bar mais uma vez provam estar entre as entidades mais antenadas do planeta. O debate sobre a origem da orientação sexual é hoje um dos mais quentes da ciência - e também um daqueles em que os resultados parecem mais surpreendentes. Historicamente, as respostas se dividiam entre os que defendiam que uma pessoa nasce gay e as que sustentavam que nos tornamos gays, bi ou heterossexuais dependendo do ambiente em que vivemos.
Mas, nos últimos anos, pesquisadores começaram a apontar novos - e surpreendentes - caminhos. As maiores novidades vêm dos estudos biológicos. Eles indicam que a formação da sexualidade acontece antes do nascimento - em parte pelos genes, mas também por fatores que atuam no desenvolvimento do feto. Não há nada comprovado e ainda falta muito a ser desvendado, especialmente sobre a influência do ambiente onde a criança é criada em sua sexualidade. Mas as evidências estão causando uma revolução no pensamento científico. E se comprovadas, poderão subverter noções básicas que construímos ao redor dos gays.
Que importa?
Muita gente acredita que a ciência deveria deixar essa polêmica de lado. O argumento é que gays existem e pronto - não há nada além disso para entender. Para elas, perguntar sobre o que leva uma pessoa a ser gay é uma atitude preconceituosa que supõe que a heterossexualidade não precisa de explicação. Cientistas, no entanto, defendem a necessidade de pesquisa, argumentando que elas podem acabar - ou pelo menos diminuir - preconceitos. "Os homossexuais são muitas vezes acusados de exibir um comportamento não natural. A única maneira de refutar essa acusação é pesquisar as causas das diferentes orientações sexuais", diz a bióloga transexual Joan Roughgard, professora da Universidade Stanford e autora do livro Evolution's Rainbow ("Arco-Íris da Evolução", sem tradução em português), em que analisa cerca de 300 casos de comportamento homossexual entre animais. Para o antropólogo Luiz Mott, presidente do Grupo Gay da Bahia, as pesquisas são importantes porque desconstroem a noção religiosa milenar de que homossexualidade é um comportamento diabólico e patológico. "Se comprovarem que há uma raiz genética, estará claro que a homossexualidade está nos próprios desígnios do Criador", afirma.
Outro argumento pró-pesquisas diz que saber a origem do próprio comportamento aplaca um pouco a ansiedade. "Vemos a preocupação do homossexual em não ser discriminado, mas também a dos pais, que se sentem responsáveis e querem entender até que ponto esse sentimento procede", diz Carmita Abdo, psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo e coordenadora do projeto Sexualidade, maior pesquisa já feita sobre os hábitos sexuais dos brasileiros.
As tentativas de explicar a origem da homossexualidade incluem teorias que vão da mitologia à sociologia. No século 19, psiquiatras concluíram que ser gay era um transtorno mental causado por equívocos na criação da criança - e essa idéia reinou na maior parte do século 20. Mas se essa teoria estivesse correta, então seria possível evitar e até reverter quadros homossexuais. Ao perceber o fracasso total das terapias de "cura", em 1973, a Associação Psiquiátrica Americana achou melhor retirar de sua lista de distúrbios mentais a atração sexual por pessoas do mesmo sexo. Foi quando o termo mudou de nome: homossexualismo deu lugar a homossexualidade - porque o sufixo "ismo" denota doença. A essa altura, os cientistas já consideravam ser gay uma variação absolutamente natural do comportamento humano.
Até que em 1991 o neurocientista anglo-americano Simon LeVay, gay declarado, anunciou ter encontrado diferenças em cérebros de homens gays e héteros. LeVay examinou o hipotálamo, zona-chave da sexualidade no cérebro, e descobriu que a região chamada INAH-3 era entre 2 e 3 vezes menor nos gays. Era a primeira indicação da origem biológica da homossexualidade. Mas, como várias pesquisas da área, a de LeVay tinha limitações: os gays do estudo haviam morrido em decorrência da aids e talvez a doença fosse responsável pela diferença. E, mesmo que essa diferença não estivesse relacionada com a aids, era impossível determinar se ela era causa ou conseqüência da experiência gay. Apesar das dúvidas, a descoberta abriu caminho para estudos que reforçam a suspeita de que a homossexualidade vem do útero. "Minhas pesquisas sugerem que algo acontece muito cedo na vida dessas pessoas, provavelmente na vida pré-natal", diz LeVay.
Mas o quê? Parte da resposta veio em 1993 com as pesquisas de Dean Hamer, do Instituto Nacional do Câncer, nos EUA. Hamer percebeu que dentro das famílias havia muito mais gays do lado materno. A descoberta atraiu sua atenção para o cromossomo X (mulheres têm dois cromossomos X, enquanto os homens têm um X e um Y). Em seguida, a descoberta: usando um escâner, Hamer viu que uma região do cromossomo X, a Xq28, era idêntica em muitos irmãos gays. O que ele descobriu não foi propriamente um único gene gay, mas uma tira de DNA transmitida por inteiro. A notícia provocou rebuliço, e não era para menos. Mesmo contestada por outros estudos, a conexão entre genes e orientação sexual sugere que as pessoas não escolhem ser homossexuais, mas nascem assim. A comunidade gay começou a ver na ciência a resposta contra a idéia de que seu comportamento era "antinatural".
Resposta genética?
Patrick e Thomas são gêmeos, têm 7 anos, olhos azuis e cabelo ondulado. Cresceram na mesma casa, criados pelos mesmos pais. À primeira vista, é impossível distingui-los. Mas passe algum tempo com eles e você verá que Patrick é sociável, atento e pensativo, enquanto Thomas é espontâneo e adora brincar de luta. Quando tinham 2 anos, Patrick encontrou os sapatos da mãe e gostou de calçá-los. Aos 3, Thomas disse que o revólver de plástico era seu brinquedo favorito. Aos 5, Thomas se fantasiou de monstro no Halloween; Patrick quis se vestir de princesa. Ridicularizado pelas risadas do irmão, decidiu ser Batman. Patrick sempre brincou entre meninas, nunca meninos. Os pais deixaram que ele fosse ele mesmo em casa, mas mantiveram alguns limites em público com medo de que seu comportamento feminino o expusesse. Funcionou até o ano passado, quando o orientador da escola ligou dizendo que ele deixara os colegas incomodados: insistia que era uma menina.
A história de Patrick e Thomas foi revelada pelo jornal Boston Globe. Como os demais gêmeos univitelinos (gerados pelo mesmo óvulo), os garotos são clones genéticos. Se a homossexualidade fosse mesmo causada por um cromossomo, os dois deveriam ter a mesma orientação sexual. Segundo estudos recentes, como o do psiquiatra americano Richard Green, garotos como Patrick têm até 75% de possibilidade de ser homossexuais quando adultos. Thomas aparenta ser heterossexual.
O caso de gêmeos com orientação sexual diferente mostra que, sozinha, a genética não explica a homossexualidade. Mas isso não significa que a criação tem todas as respostas. Afinal, antes mesmo de falar, Patrick já exibia traços femininos. Há mais dicas nessa charada: os pesquisadores americanos Michael Bailey, da Universidade Northwestern, e Richard Pillard, da Universidade de Boston, analisaram gêmeos e viram que, entre bivitelinos, se um deles é gay, o outro tem 22% de possibilidade de também ser. Para os univitelinos, a probabilidade sobe para 52%.
São números bastante superiores à taxa de homossexualidade entre a população, que seria de 10% de acordo com o famoso e polêmico Relatório Kinsey, dos anos 40, e entre 2% e 5% segundo pesquisas mais recentes. Bailey e Pillard, portanto, praticamente provam a existência de um componente genético para a homossexualidade. Ao mesmo tempo, praticamente provam, também, que os genes não dão conta de tudo. "Os estudos com gêmeos feitos até agora nos permitem uma estimativa de que até 40% da orientação sexual venha dos genes", diz o pesquisador Alan Sanders, da Universidade Northwestern, EUA. Para aprofundar suas pesquisas, Sanders está recrutando voluntários, inclusive brasileiros, para o maior estudo genético sobre homossexualidade já realizado. "A meta é selecionar 1 000 pares de irmãos gays bivitelinos", afirma. "Em irmãos assim, espera-se uma variação genética de 50%. Vamos analisar todo o genoma para saber se a variação é maior."
O que mais está em jogo?
Se os genes não explicam tudo, que outros elementos explicariam? Um deles parece ser o desenvolvimento biológico do feto ainda no útero. E é dessa área que vêm saindo as pesquisas mais promissoras. Uma delas é a teoria dos hormônios pré-natais. A idéia é que os hormônios sexuais masculinos (andrógenos) se conectam às partes responsáveis pelos desejos sexuais no cérebro e influenciam seu crescimento, tornando o cérebro mais tipicamente masculino ou feminino. A conexão dependeria das proteínas receptoras de andrógenos (AR, na sigla em inglês). Imagine que cada célula do cérebro seja uma casa. As ARs funcionariam como o portão dessas casas, que controla a entrada de pessoas. Sabe-se que a quantidade e a localização desses portões são diferente nos homens e nas mulheres. Cientistas já constataram, por exemplo, que o hipotálamo masculino tem mais ARs que o feminino.
Essa teoria supõe que a homossexualidade nos homens é causada por "portões" que restringem a entrada de andrógenos nas regiões responsáveis pela sexualidade, formando um cérebro submasculinizado. Nas mulheres, esses portões facilitariam entradas maiores, construindo uma estrutura supermasculinizada. Tudo conseqüência do número de ARs de cada feto - o que talvez se deva à carga genética.
Os cientistas advertem que esse processo é complexo. Em todo caso, as pistas da ação dos hormônios pré-natais estão por todo lado. Por exemplo, na nossa mão. Homens geralmente têm o dedo indicador um pouco menor que o anular, enquanto nas mulheres o comprimento costuma ser igual. Richard Lippa, da Universidade Estadual da Califórnia, notou que essa diferença no tamanho dos dedos tende a ser maior nos gays que nos héteros. Em outra pesquisa, Dennis McFadden, da Universidade do Texas, observou que lésbicas são menos sensíveis que as outras mulheres a sons baixos.
Mas é preciso cautela: correlações entre interesse sexual e traços físicos estão longe de ser provadas. Também vale lembrar que os hormônios importantes não são os que circulam no nosso sangue quando adultos - cujos níveis são iguais em homossexuais e héteros - mas os que atuaram no período de gestação.
O novo desafio dos pesquisadores é entender quais as origens de um fenômeno recém-descoberto: a existência de irmãos mais velhos parece afetar a sexualidade dos mais novos. É o chamado "efeito big brother". O cientista canadense Ray Blanchard acompanhou 7 mil pessoas e viu que a maioria dos gays nasce depois de irmãos homens e heterossexuais. Blanchard e o colega Anthony Bogaert calcularam que cada irmão mais velho aumenta em 33% a possibilidade de o menor ser gay. Um garoto com 3 irmãos mais velhos tem o dobro de possibilidade de ser gay que outro sem irmão mais velho. Um garoto com 4 irmãos mais velhos tem o triplo. Ter irmãs mais velhas não altera a probabilidade de o menino ser gay.
Para alguns, a explicação está na convivência familiar: depois de dar à luz vários homens, a mãe trataria o caçula como a menina que ela não teve. Os irmãos mais velhos também tenderiam a "dominar" o mais novo, influindo em seus sentimentos sobre si e os demais. Outra hipótese vem da biologia. "Os fetos masculinos talvez acionem uma reação imunológica na mãe ao produzirem substâncias que ameaçam seu equilíbrio hormonal", diz o cientista Qazi Rahman, da Universidade de East London. Segundo ele, o corpo da mãe acionaria um alarme para produção de anticorpos contra proteínas ou hormônios do bebê. Cada novo feto masculino intensifica a resposta, e o acúmulo de anticorpos redirecionaria a diferenciação tipicamente masculina para uma mais feminina, gerando orientação homossexual nos filhos seguintes.
Como os outros pesquisadores, Rahman não nega que fatores ambientais possam entrar na equação. O problema é que ninguém sabe exatamente quais são eles. Não há provas, por exemplo, de que o abuso sexual na infância causa homossexualidade. O número de gays não é maior em lares chefiados por mulheres nem entre filhos criados por casais gays. Tampouco há mais casos de homossexualidade após períodos de guerra, quando os pais se ausentam de casa, o que enfraquece as hipóteses sobre dinâmicas familiares. Nem mesmo a teoria de Sigmund Freud encontra sustentação científica. O pai da psicanálise dizia que mães superprotetoras e pais ausentes poderiam levar o filho a ser gay. Mas ao invés de encontrar a causa, Freud possivelmente enxergou a conseqüência: a superproteção da mãe não seria a origem da homossexualidade, mas um ato de defesa para um filho que é rejeitado pelo pai por se comportar, desde cedo, de maneira feminina. Antes que você deixe de lado as explicações psicológicas, é bom ler o que vem a seguir.
Do exótico ao erótico
"Fatores biológicos (como genes e hormônios) são certamente responsáveis por mais de 50% da orientação sexual", diz Dean Hamer. Ou seja: até mesmo o pai do "gene gay" admite que há espaço para fatores psicológicos. É justamente por apostar na interação entre biologia e ambiente que a teoria "exótico se torna erótico" vem chamando a atenção dos estudiosos. Seu autor, o psicólogo Daryl Bem, da Universidade Cornell, no estado de Nova York, afirma que os indivíduos são atraídos por outros de quem se sentiram diferentes na infância. Daryl diz que fatores biológicos atuam na formação da sexualidade ao agir sobre o temperamento da criança, predispondo-a a realizar certas atividades mais do que outras.
Assim, um menino que gostar de luta, futebol e esportes competitivos tipicamente masculinos conviverá num grupo com o mesmo perfil. Outro garoto que preferir bonecas e socialização mais calma, tipicamente feminina, encontrará colegas que também preferem a Barbie. Para esse garoto que convive entre amiguinhas e brinca com bonecas, a figura exótica que despertará sua atenção sexual será um menino. No caso de meninas homossexuais, se inverteriam os papéis. "Isso ocorre porque nossa sociedade polariza as diferenças de gênero. Se não as polarizasse tanto, mais homens e mulheres escolheriam parceiros com base em outros atributos além do sexo biológico", diz Daryl.
Isso significa que, apesar de a ciência estar caminhando para a noção de que a homossexualidade é inata, a biologia não é completamente determinante. "Essa predisposição para a homossexualidade vai se manifestar ou não dependendo das experiências de vida da pessoa", diz a psiquiatra Carmita Abdo. Tudo indica que a homossexualidade é mesmo o resultado da interação de 3 fatores: biológicos, psicológicos e sociais, mesmo que esses dois últimos ainda precisem de mais evidências. Enquanto elas não aparecem, é melhor você ser menos taxativo nas suas conversas de mesa de bar.
Terapia para gays?
Robert Spitzer é o psiquiatra que encorajou a Associação Psiquiátrica Americana a retirar a homossexualidade da lista de transtornos mentais. Graças a ele, não se pode dizer hoje que ser gay é doença. Por isso, Spitzer causou espanto ao afirmar, em 2001, que sessões de terapia podem mudar a orientação sexual de um gay. Ele chegou a essa conclusão ao entrevistar pessoas que diziam ter deixado a homossexualidade após o tratamento. "A medicina não trata apenas das doenças", diz.
A Super conversou com Ben Newman, diretor de um site que oferece apoio não religioso a pessoas que querem mudar de orientação sexual. "Com um terapeuta que entendia o que eu passava e respeitava meus valores descobri que não tinha desejo por sexo, mas uma necessidade de amizade e identidade masculinas", diz Newman. Mas é preciso extrema cautela nesse assunto. Muitos psicólogos dizem que a pesquisa de Spitzer tem problemas metodológicos. "Terapias de conversão não funcionam e só causam mais sofrimento", diz a psicóloga Adriana Nunan, da PUC-RJ. O Conselho Regional de Psicologia desaconselha tratar a homossexualidade. "O que se trata é o desconforto de ter essa condição", diz a psiquiatra Carmita Abdo.
O gene gay e a evolução
O desafio dos que apóiam uma base genética para a orientação sexual é explicar a permanência e adaptação dos genes gays ao longo da evolução. "Ser atraído pelo sexo oposto é útil porque leva o indivíduo a gerar filhos - por isso os genes da heterossexualidade dominam o planeta. Mas como os genes da homossexualidade também parecem existir, é provável que sirvam ou tenham servido a algum valor reprodutivo ao longo da evolução", diz o cientista inglês Qazi Rahman. Talvez os animais possam dar a resposta. O biólogo americano Bruce Bagemihl analisou 450 espécies e constatou que elas não fazem sexo só para produzir filhotes. Mais de 70 tipos de aves e 30 de mamíferos "casam-se" com indivíduos do mesmo sexo. Muitas vezes, para ter prazer. Para a bióloga Joan Roughgarden, a homossexualidade é um traço natural que mantém indivíduos unidos através do contato. Para ela, não há diferença entre jogadores de futebol que se tocam para funcionar melhor como equipe e duas pessoas que se acariciam intimamente. "Estamos muito preocupados com o contato genital, mas tudo não passa de intimidade física", diz.
Equívoco no divã
Não é que Freud errou ao dizer que gays eram filhos de mães superprotetoras. Mas o pai da psicanálise pode ter enxergado a conseqüência ao invés da causa.
Brincando de barbie
Muitos meninos se interessam cedo por roupas, brinquedos e atitudes femininas. Quando eles crescerem, garotos vão representar um mundo misterioso, cheio de novidades. E, segundo uma nova teoria, extremamente sexy.
Para saber mais
Born GayGlenn Wilson e Qazi Rahman, Peter Owen, Londres, 2005
http://super.abril.uol.com.br/superarquivo/2006/%22http://www.ingentaconnect.com/content/klu/aseb%22 Archives of Sexual Behaviour (Arquivos de comportamento sexual)
http://super.abril.uol.com.br/superarquivo/2006/%22http://www.gaybros.com%22Site da pesquisa genética que vai contar com 1 000 pares de irmãos gays e busca participantes do Brasil.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

'Caso Isabella'


Boa Noite!

A menina Isabella de Oliveira Nardoni, 5 anos,
morre após cair do 6º andar de um prédio na zona norte de São Paulo, por volta das 23h30. Ela é levada para o Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resiste aos ferimentos e morre por volta da 0h.

Isabella: falas contraditórias levaram casal à prisão, diz delegado

O delegado Aldo Galeano, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), afirmou hoje que contradições nos depoimentos levaram ao pedido de prisão temporária de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella Oliveira Nardoni, 5 anos. A menina morreu no sábado após cair do sexto andar de um prédio em São Paulo.
"São algumas contradições (nos depoimentos), são vários pontos que precisam ser esclarecidos e a prisão temporária é justamente para isso", disse Galeano.
O pai e a madrasta de Isabella se entregaram à polícia às 15h55 de hoje no Fórum de Santana. Segundo o delegado, o casal demorou para se entregar, pois temia ser agredido. Eles foram encaminhados ao 9º Distrito Policial (Carandiru), onde o caso é investigado.
"Eles passarão por exame de corpo de delito hoje, como prevê a lei da prisão temporária, e serão recolhidos ao 89º (DP), ela por ser mulher, e ele ao 77º(DP), por ser homem", afirmou o delegado.
Questionado se as suspeitas recaem mais sobre a madrasta ou sobre o pai de Isabella, Galeano afirmou que a investigação tem várias vertentes. "Nós temos vários caminhos". Ele disse que toda a investigação deve ser baseada em provas e que "a cautela é a maior amiga da polícia".
Na noite de quarta-feira, uma nova perícia foi realizada no apartamento da família, no entanto, o delegado não quis comentar o assunto e alegou que o inquérito policial está protegido por sigilo judicial. "A polícia não vai se manifestar".
Sobre o episódio em que a delegada Maria José Figueiredo (do 9º Distrito Policial) teria xingado o pai de Isabella, Galeano afirma que "nós não somos marcianos. A polícia vem do seio da sociedade. Às vezes falamos com coração".

E um dos casos mais comentados do momentos levanta cada vez mais hipóteses
E tamanha tragédia desperta em todo país aquela sensação de como a vida humana é tratada com tanta frieza em tantos casos e como é delicado ver uma vida tão bonita partir..
E Blog tb é notícia
E desabafo!
E venha Abril!
Bom Findi Turma!